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Certamente você já sabe que a Senhorita Casa-de-Vinho está no Rio de Janeiro né?! Amy veio para fazer uma série de shows no Brasil e só o fato dela estar viva em Janeiro de 2011 é uma vitória. Agora se ela vai realmente cantar (e fazer um show decente) já é uma outra história.
















Amy chegou na quarta feira e fez questão de ficar hospedada em um hotel em Santa Teresa, bairro boêmio coladinho na Lapa. Totalmente "out" do roteiro de hotéis de luxo que as celebs curtem na cidade. Mas nem as ruas e baladas de Santa Teresa ou da Lapa viram Winehouse ainda. Preguiçosa a moça só fica no hotel, tomando todas, jogando copos na piscina e mostrando os peitinhos na sacada. Amy ganhou até um hematoma novo na perna esquerda, olha que fofo. Pega a canetinha hidrocor e escreve em cima "Lembrança do Rio".

Se a Senhorita Casa-de-Vinho resolver sair da toca, vai encontrar em Santa Teresa muitos bares (seu habitat natural) casinhas de artesanato, bondinho meio sucateado que todo mundo que faz um passeio quando vai ao bairro e adora bater fotinha cafona e tem o "Louge no Deck". Mas que diabos é isso Fabricio? Justo em frente a esse Hotel Santa Teresa, um espírito inovador pegou a laje de sua humilde residência e fez um deck. Jogou uns tapetes no chão e serve bebidas ao som de música eletrônica. Eu já passei por lá, é super bacaninha e tem vista super bacana do Rio.
















































Se Amy quiser descer um pouco mais o morro e cair na Lapa, todo um universo alternativo a espera. Desde a balada eletrônica ao samba de raiz nos muitos casarões do lugar. Os arcos e todo o caldeirão de diversidade sócio cultural que o envolve. Recentemente eu fiz um post sobre a Lapa aqui para a Popmag, dá uma olhada para entender melhor.

Sobre os shows, se Amy realmente os fizer, pois tem fã que só acredita quando ela estiver no palco e isso ainda não é garantia certa de que ela vá levar a apresentação até o fim. Winehouse é uma das figuras mais loucas da música e dela podemos esperar tudo, até dar porrada num fã, como ela fez em Glastonbury. Medo dessa mulher! As datas marcadas são dia 8 em Florianópolis, 10 e 11 no Rio, 13 em Recife e o último show está marcado para dia 15 de Janeiro em São Paulo. Durante todos esses dias ela fica hospedada no Rio e só sai da cidade para ir aos shows em um jatinho fretado e volta para Santa Teresa.

Bom, agora resta a Senhorita Casa-de-Vinho sair da toca, se arrastar por Santa Teresa, tomar todas na Lapa e pagar peitinhos no Posto 9 em Ipanema.
Paul McCartney não precisa de nada! É o maior artista vivo, dinheiro não falta. Poderia ser um cara arrogante que ninguém reclamaria, a final, ele é uma lenda. Ajudou a construir o que chamamos hoje de rock, fez a base do que conhecemos como música pop, seu nome estará para sempre gravador na história da música e na história do mundo. Paul poderia estar em sua casa só colhendo os frutos de uma carreira brilhante, mas ele vai até seu o público. Paul é um dos caras mais simpáticos e acessíveis da música. McCartney se veste de humildade e faz questão de que se público tenha 100% de satisfação garantida em seus shows.

Esse é Paul McCartney e quando pensamos que ele ja fez tudo que podia para satisfazer seu público, eis que ele solta em seu site oficial um vídeo de agradecimento aos 300 mil fãs que foram a seus shows no Brasil e na Argentina. O recadinho é mais para os Brasileiros, a final, foram 3 shows aqui.

Ao som de Here Today, o vídeo mostra cenas dos shows, bastidores, momentos únicos. Como McCartney chegando ao Morumbi pendurado na janela do carro acenando para os milhares de fãs que aguardavam para entrar no estádio. É para chorar de emoção, como a moça que teve o braço autografado no palco e não se conteve ao ser tocada por uma divindade.

Paul é a essência do que um rockstar deveria ser. A final, se astros da música são o que são, é por pessoas como eu e você que compram os discos e vão aos shows. Fãs merecem respeito e Paul, sabe fazer isso como ninguém. Que os astros de hoje, aprendam com o eterno mestre.



Podem chamar o Paul McCartney de Ex-Beatle, mas ele será eternamente um Beatle e ele já está entre nós. Paul desembarcou hoje em Porto Alegre para o primeiro show de sua turnê "Up And Coming" pelo Brasil.



























Notem a elegância de um verdadeiro Cavaleiro da Rainha, sim ele tem o título desde 1997 e se porta como tal.

O primeiro show de McCartney será neste domingo dia 07 no Estádio Beira Rio. Já São Paulo só recebe sua alteza do rock nos dias 21 e 22 deste mês. Particularmente, até achei estranho esse longo espaço entre as datas, mas depois da capital gaúcha, ele se apresenta na Argentina e depois volta ao Brasil.

Os ingressos estão esgotadíssimos e quem for (eu vou) aproveitem, pois certamente será a última oportunidade que muitos de nós terão para ver ao vivo um Beatle, já que esta é a ultima turnê de Sir.Paul McCartney.



Falando em shows internacionais no Brasil, novembro certamente será um mês agitado em São Paulo. Estrelas de variadas grandezas, para todos os gostos e idades. Dos ultra teen Jonas Brothers até o representante mor da realeza do Rock, Sir Paul McCartney passam com suas turnês pela capital paulista.

O Brasil está na rota dos grandes shows internacionais e agora na onda dos festivais. Os valores exorbitantes cobrados no SWU Music And Arts Festival ajuda a levantar uma questão: Ingresso no Brasil, vale o que pagamos?


















Lá nos anos 80 e até meados dos anos 90, não era muito comum um artista internacional trazer seu show ao Brasil. Em parte pelas desconfianças dos empresários internacionais e a falta de interesse dos empresários brasileiros, já que vivíamos em uma economia instável e vulnerável. Hoje o Brasil faz parte da rota dos grandes shows internacionais. Muitos dinossauros da música, como U2, Madonna e Rolling Stones quando saem em turnês mundiais trazem seus shows ao país. Ultimamente a onda dos festivais começou a ganhar espaço por aqui. O pai de tudo isso foi o Rock In Rio, porém, o Planeta Terra foi um dos pioneiros nesta nova onda e mais recente o Natura Nós e agora o SWU Music Arts and Festival. E foi justamente o festival de Itú, interior de São Paulo que ajudou a colocar fogo em uma questão: Shows internacionais no Brasil, vale o que pagamos?

No caso do SWU, para quem quisesse ficar cara a cara com os ídolos durante dos três dias de evento, pagou nada mais nada menos que R$ 1.680,00, uma média de R$ 560,00 por dia. Já quem comprou ingresso de pista comum, desembolsou R$ 570,00 pelos três dias. Lembrando que o salário mínimo no Brasil é de R$ 510,00! Logo, um trabalhador comum teria que ralar durante um mês só para pagar o ingresso, fora transporte e alimentação.

Em alguns casos, o comparativo entre o valor cobrado em um show internacional aqui, com o mesmo show nos Estados Unidos, pode ser até duas ou três vezes mais caro. Um exemplo é a atual coqueluche mundial, Lady Gaga. O ingresso mais barato para um show nos EUA, sai por equivalente a R$ 110,00. Quando ela vier ao Brasil, esperem valores mínimos de R$ 300,00.




















Os organizadores dos grandes shows alegam que a despesa é muito grande e os altos cachês das bandas dificulta a cobrança de um preço mais justo nos ingressos. Vamos pegar como exemplo o SWU. Eram esperadas cerca de 300 mil pessoas nos três dias. No primeiro dia, cerca de 47 mil pessoas foram a Fazenda Maeda. Muito abaixo do esperado. Mas vamos imaginar que estas 300 mil pessoas compraram o passaporte mais barato, R$ 560,00 para três dias de evento. Faça as contas e veja como enriquecimento desleal anda juntinho com a "idéia de um mundo perfeito e colorido, ecologicamente sustentável defendido pelo SWU".

Sendo justo ou não, vamos levar em consideração a oportunidade única de ficar cara a cara com o ídolo. Pode não ter preço que pague, mas sejamos conscientes. Eu mesmo já paguei ingressos nem tão baratos para ver The Killers, U2 e Madonna por exemplo. Também aposto que nenhuma fã adolescente do Jonas Brothers pensou duas vezes ao pedir para os pais que pagassem mais de R$800,00 por um ingresso VIP para um dos shows que o "trio da Disney" realiza no Brasil no próximo mês.
As falhas na organização do evento e a prática capitalista de enriquecimento desleal dos organizadores do SWU sujaram e ajudaram a tirar o brilho do primeiro dia do festival.




















Para o público de cerca de 47 mil pessoas - eram esperados 50 mil - que se deslocaram de várias partes do Brasil para a cidade de Itú no interior de São Paulo, tiveram uma experiência abaixo do esperado.Os problemas já começaram no meio da tarde quando o público tentava entrar na Fazenda Maeda. O acesso era difícil, entradas insuficientes e falta de informação já serviam de prenuncio do que estava por vir.

A idéia de fazer dois palcos de mesma proporção um ao lado do outro para receber os shows principais não funcionou bem. Assim que um show acabasse no Palco Ar, outro começava no Palco Água. Os organizadores não levaram em consideração que o público que visse um show, não veriam o outro. Uma das maiores queixas da noite era justamente essa. Quem viu o show do Los Hermanos, não veria o show do The Mars Volta e assim por diante. Algumas pessoas revoltadas, se queixavam de ter que assistir ao show do Rage Against The Machine pelo telão do Palco Água.

E falando em Rage Against, a atração principal da noite e justamente a primeira vez que a banda vem ao Brasil foi tumultuada e cheia de interrupções. Antes mesmo do show começar, foram detectados problemas no áudio da banda. Neste momento, um grande grupo de pessoas - incentivados pela banda - começaram a forçar a grade que separava a Pista Comum da Pista VIP. O público foi contido e o show teve seu início. Após a terceira música, nova interrupção. A grade de separação foi derrubada, a banda saiu do palco e cinco pessoas foram retiradas do local com ferimentos leves. Quinze longos minutos depois o show continuou, acabou sofrendo mais uma interrupção e foi entendido com um Bis não programado para compensar os presentes.

O áudio dos shows foi insuficiente para o local. Em determinado momento, o Rodrigo Amarante da banda Los Hermanos, perguntou ao público que estava mais atrás, se estavam ouvindo a banda direito. O fato é que mesmo perto dos palcos não era possível ouvir os shows em alto e bom som. Para quem estavam no final da Pista Comum, ouvir as bandas eram um exercício de paciência.

Mas se o público presente se decepcionou, o que estava em casa não foi diferente. O balde de água fria veio quando o Canal Multishow, das Organizações Globo, interrompeu a transmissão do evento bruscamente. O músico Beto Lee, visivelmente constrangido encerrou a transmissão uma hora antes do programado. No site do canal, foi divulgada a informação de que um equipamento de transmissão havia sido danificado no tumulto.

Invasão de pista é uma atitude condenável, porém, mais condenável ainda é a pratica capitalista massiva dos organizadores do SWU em dividir área em duas e cobrar um preço exorbitante pelos ingressos mais próximo aos palcos. Para quem prega a sustentabilidade, ecologia e defesa do meio ambiente, tal prática é inaceitável. Isso sem comentar nas toneladas de lixo produzidas e de CO2 despejados direto na nossa atmosfera.

Viva a demagogia no SWU!

Postado por Fabricio Moura On 13:54 0 comentários





















Dias atrás eu fiz um post a respeito da minha idéia de "programa de índio" do que será o SWU Music and Arts Festival que começa a amanha em Itú no interior de São Paulo. Minha opinião continua a mesma, mas neste post quero mudar um pouco o foco da coisa. Os organizadores estão "vendendo" o evento como se fosse um festival sustentável e ecologicamente correto.Por mais que exista realmente um incentivo em querer fazer um evento sustentável, jamais será.

Os organizadores anunciaram que boa parte (não disseram o quanto) do material usado no palco é reciclável e terá destino eco-renovável após o fim do festival. O que eles não dizem é como farão para compensar a emissão descomunal de CO2 na atmosfera, as toneladas de lixo produzidas pelos participantes durante os três dias de eventos e zilhões de kilowattz de energia elétrica utilizada para fazer funcionar a imensa estrutura, que inclui quatro palcos e muitas tendas temáticas onde uma série de eventos paralelos irão acontecer.

O que farão com o esgoto gerado pelos participantes? Será despejado em algum rio da região, ou acumulado em uma vala comum? Enfim, as perguntas são muitas mas a hipocrisia vai rolar solta quando a Rede Globo e o canal pago Multishow começarem a transmitir o SWU neste sábado. Certamente a emissora carioca irá enfeitar ainda mais o festival e esquecer que realmente existe consciência ambiental (de verdade) nesse planeta.

Viva a demagogia!

Programão carioca

Postado por Fabricio Moura On 21:16 0 comentários
Diversão garantida em quatro programas para você que mora no Rio de Janeiro ou está na cidade. Se liguem na nossa programação e seja feliz!



Exposição
Toda a genialidade de Keith Haring, um dos ícones das arte no século XX está a disposição dos cariocas na mostra "Keith Haring - Selected Works". A exposição chegou à capital fluminense depois de passar por São Paulo. No Rio a mostra fica em cartaz até dia 14 de Novembro na Caixa Cultural. São ao todo 94 obras que fazem um apanhado na carreira de um dos ícones dos anos 80 e que ajudou a consolidar a arte de rua desde Nova York. Eu visitei a exposição em São Paulo e posso garantir que é um programão para os amantes das artes e a entrada é franca. No Tumblr vocês podem ler o meu review.

Cinema
O Festival do Rio já está no finalzinho, mas ainda é possível aproveitar muita coisa boa. São mais de 300 filmes nacionais e internacionais oriundos de 60 países. A programação vai de blockbusters aos mais cult que você só tem a oportunidade de ver em eventos como este. Os filmes estão sendo exibidos em diversos lugares da cidade e é obrigatório se ligar nos guias de programação para não se perder e aproveitar ao máximo os últimos dias do evento. Se fiquem de olho no Guia do Jornal O Globo ou no Site Oficial do Festival do Rio 2010.

Balada
Trazer parte da cena noturna novaiorquina para Copacabana, esse é o objetivo do TV Bar com sua mais nova festa, a NY Nights. A balada de sexta tem o DJ Giulio Rizzo nas pick-ups e o VJ Lupa na projeção de imagens, trazendo o que há de mais recente dos badalados clubes da big apple para o Rio de Janeiro. O TV Bar é um dos bares mais criativos da noite e como o nome diz, é um grande tributo a televisão com cenários criativos, música e vídeo. O bar funciona no mesmo local onde foi a sede da extinta TV Rio, portanto, pedigree eles tem.

Shows
Dose dupla de bons shows na próxima sexta feira no Rio. Na Praça da Apoteose tem ninguém menos que Bon Jovi e sua The Circle Tour. As estrelas do rock desembarcam na cidade depois de passar por São Paulo e trazem no setlist as canções mais clássicas até os mais recentes sucessos. Um verdadeiro banquete oferecido por uma das bandas mais sólidas do rock & roll. Mas se você quer um som mais intimista, a Dave Matthews Band também se apresenta na cidade na sexta feira no HSBC Arena.


Links úteis

Vai rolar na grama e terminar na lama?

Postado por Fabricio Moura On 23:53 1 comentários
Woodstock brasileiro? Glastonbury de Itú? Ofensas a parte, vem um verdadeiro programa de índio batizado de SWU!



Todos estão sabendo do SWU Music and Arts Festival, correto? Para quem não sabe, alguns empresários tiveram a brilhante idéia de criar a versão brasileira do ícone máximo dos festivais, Woodstok. Quando eu li essa notícia meses atrás eu pensei que fosse mais uma piada do showbizz. Mas o tal SWU (Stars with you) vai rolar sim e na grama e na lama de uma fazenda no interior de São Paulo. O endereço para ver estas "estrelas" nem tão cintilantes assim é a fazenda Maeda em Itú (aquela cidade famosa por ter tudo grande), ironia ou não?

Pensa que o delírio dos organizadores param por aí? Mero engano! Para quem quiser aproveitar todos os dias do festival terá de desembolsar de R$ 600 a mais de R$ 2.000,00 dependendo do tipo de ingresso, num cálculo razoável feito pela Revista Billboard. Isso considerando que os amados freqüentadores levem suas barraquinhas de camping e durmam (ou passem a noite) no local.

Os portões (ou a porteira) abrirão ao meio dia e estão previstas 12hrs de shows por dia. O toque de recolher acontece a meia noite. Mas poxa, porque acabar tão cedo, a noite é uma criança? Isso mesmo, os organizadores estão incentivando ao público que decidir acampar, que levem instrumentos musicais e façam sua festinha particular após o final dos shows do dia. A pegação está liberada e por um instante em minha mente realista eu vejo bacanais regados a muito álcool e drogas. É bom que os paramedicos estejam preparados! O fruto dessa liberdade pode aparecer nove meses depois.

Mas para quem vai na paz e amor (de verdade), pode curtir shows de gente nem tão bombada assim (com todo respeito) mas boas atrações como o Kings Of Leon, Joss Stone, CSS e muitos outros. (confira o line up completo).

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Sou designer gráfico, me aventuro com as palavras, adoro musica, arte e cultura pop. Adoro feriados e finais de semana, especialmente as manhãs de domingo.