Explosões nucleares, catástrofes e destruição. Pode até parecer a escalada de notícias de algum telejornal nos dias de hoje, mas não, é apenas o tema desta seleção de cinco bons filmes.











Mad Max

O primeiro filme da trilogia foi lançado em 1979 e tornou o jovem Mel Gibson uma estrela do cinema da noite para o dia. O filme se passa no deserto australiano em um futuro não muito distante, onde gangues de motoqueiros levam o terror a população por disputas territoriais e por gasolina. Naquela época o mundo começava a se preocupar com o tema. Bom, em meio a esse caos, Max Rockatansky (Mel Gibson) um policial que perde de forma trágica sua família, parte solitário em busca de vingança. Mad Max fez tanto sucesso, que originou mais duas continuações que se entenderam pelos anos 80, se convertendo no maior sucesso do cinema australiano e um clássico da década de 80.

A Estrada
Ou The Road no título original, é baseado no livro de mesmo nome do escritor americano Comarc McCarthy. Em um futuro onde boa parte da população mundial foi aniquilada por uma catástrofe de projeção global, um pai e seu filho seguem sua jornada pela sobrevivência em meio a devastação e canibais famintos. Com um extraordinário desempenho de Viggo Mortensen e a eficaz Charlize Theron como protagonistas, o filme pode até ser enquadrado no gênero horror, pelas cenas cruas, o clima deprimente e triste, obtido com uma fotografia cinza e muito realista.

O Último Combate

Neste filme o cineasta Luc Besson levou às telas a história de um homem que busca a sobrevivência em meio a um futuro devastado e povoado por selvagens, roteiro bom comum a esse tipo de filme, mas "O Último Combate" é bem diferente do cinema de hollywood e aí que está seu diferencial. Luc Besson oferece uma visão negra do futuro, filmado em preto e branco e praticamente sem diálogos, onde imagens traduzem os sentimentos de medo, desilusão e solidão em um mundo a beira do fim.

O Livro de Eli
A produção foi lançada este ano e apesar de parecer bem clichê, o filme tem a interpretação impecável de Denzel Washington, o que perdoa qualquer falha no roteiro. Denzel vive um herói solitário neste mundo pós-apocalíptico, onde a missão é guardar o Livro de Eli, que contém o conhecimento necessário à redenção da sociedade. Quem quer deitar a mão ao volume é o déspota Carnegie (Gary Oldman), que governa uma pequena aglomeração de pessoas.

Daybreakers

Filmes com vampiros estão na moda, não é mesmo? Então, por que não levar os vampiros para o futuro apocalíptico? Daybreakers se passa em 2019, quando uma praga transformou quase todos os humanos em vampiros. Com tantos sangue suga no mundo, natural que os suprimentos de sangue vá diminuindo e é aí que os vampiros criam um plano para garantir sua sobrevivência. Lendo assim, o filme pode parecer bem clichê, mas é uma dica legal para os amantes dos vampiros, tão em voga na mídia depois do efeito Crepúsculo.

Vamos falar de "Glee"?

Postado por Fabricio Moura On 13:28 0 comentários
O seriado Glee voltou ao ar esta semana nos Estados Unidos. Se você ainda está sem saber de que se trata esse tal de Glee, dá uma olhada neste post:

Vou partir do princípio de que você ainda não saiba do que se trata. "Glee" é um fantástico seriado americano no estilo comédia musical que desde que foi lançado no segundo semestre de 2009, se tornou em um fenômeno de audiência lá fora e aqui no Brasil pela televisão por assinatura. Tanto que a Rede Globo, que de boba não tem nada, já comprou os direitos de transmissão da primeira temporada.

Aí você me pergunta, o que tem de bom nisso? Pois é, Glee tinha tudo para dar errado, pois além de retratar um grupo escolar de canto e dança - considerados perdedores e rejeitados por todos no colégio - o programa é inspirado no "Hight School Musical da Disney", que fez muito sucesso e a formula já está cansada. Assim, teria espaço na televisão para mais um musical? Tinha e tudo se deve a maneira com que Glee é escrita, produzida e dirigida (mérito em parte do roteirista e produtor Ryan Murphy). Dificilmente uma trama adolescente conquistaria o público acima dos 40 anos de idade, mas em pesquisa realizada pela FOX americana, mostrou que a audiência do programa vai dos 18 aos 49 anos.


Para dar uma resumida na história, o professor de espanhol Will Schuester (Matthew Morrison) decide ressuscitar o já esquecido Clube do Coral ("Glee Club") da McKinley High School, batizando-o de "New Directions". A ele se juntam alguns alunos estereotipados e que de certa forma, beiram ao clichê. Rachel (Lea Michele), uma garota judia desajustada com ego de estrela, Finn (Cory Monteith) o garotão desengonçado e jogador de futebol americano que se sente atraído pelo grupo, Mercedes (Amber Riley) uma negra obesa, Kurt (Chris Colfer) um gay escancarado, Artie (Kevin McHale) um garoto em cadeira de rodas, Quinn (Dianna Agron) uma líder de torcida rejeitada pela treinadora masculinizada Sue Sylvester (Jane Lynch), que faz de tudo para acabar com o grupo. A lista de personagens e suas "características" ainda é mais longa.

Enquanto "Hight School Musical" era protagonizado e escrita para adolescentes, "Glee" é protagonizada por adolescentes e escrita para o público em geral. Trata de assuntos sérios como homossexualismo, rejeição, infidelidade, adultério, religião, racismo, dilemas e aceitações pessoais, tudo isso focado de uma maneira adulta e temperada com números musicais incríveis.


As canções interpretadas pelos personagens fazem tanto sucesso que três meses depois da estréia, dois CDs com as músicas já haviam sido lançados e não para por aí. Esta semana vai ao ar nos Estados Unidos o episódio especial "The Power Of Madonna" só com músicas da rainha pop e que vai virar CD também. Madonna cedeu os direitos de todas as suas canções, de olho nos royalties, é claro.

A música tema de Glee, "Don´t stop believing" até dezembro do ano passado tinha ultrapassado os 500 mil downloads no iTunes que se soma aos dois milhões de downloads de já realizados de todas as músicas do seriado e estamos falando em downloads pagos. Imaginem os ilegais?

A série fez uma pausa em dezembro do ano passado e retornou este mês ao ar, ainda na primeira temporada, que terá 22 episódios. Antes mesmo do fim, já levou para casa o Globo de Ouro de melhor comédia ou musical. A segunda temporada está confirmadíssima para o fim de 2010, nada mal para um programa que estava fadado ao fracasso antes mesmo de ir ao ar.
Dois lançamentos recentes que merecem ser comentados. Os (novatos) e surpreendentes Scouting for Grils e os não tão novatos assim (e decepcionantes) MGMT.




Desconhecida dos brasileiros, a banda Scouting For Girls vem despontando na Europa e ameaçando o primeiro lugar de Lady Gaga nas paradas britânicas. A faixa "This ain´t a love song" , single de lançamento do álbum "Everybody wants to Be on TV", alcançou o primeiro lugar, de acordo com o Official Charts Company, que compila dados sobre vendas de música."

Everybody wants to Be on TV" chega às lojas esta semana e trás uma ótima coleção de músicas que promete alavancar a carreira internacional da banda de Londres formada por Roy Stride (guitarra, piano e vocais), Greg Churchouse (baixo e backing vocal) e Pete Ellard (bateria e percursão).

Muito bem produzido e arquitetado, com boas letras e vocais, "Everybody wants to Be on TV" é uma ótima surpresa, boa do começo ao fim. Seja nas músicas mais agitadas ou nas baladas nem tão lentas assim.

Quem também está chegando às lojas com novo trabalho é o MGMT, com o álbum "Congratulations". O duo norte americano é formado por Andrew VanWyngarden (vocal, teclado, quitarra e bateria) e Ben Goldwasse (vocal, teclado, sintetizadores e baixo) e para quem não conhece, faz um som eletro-pop-rock-psicodélico. "Congratulations" prometeu ser bom, mas falhou feio. É um trabalho conceitual que nunca vai ganhar o grande público, mas talvez é esta a intenção deles.

Duas faixas que chama a atenção pelo titulo e são decepcionantes é "Brian Eno" (produtor de gente como U2 e Coldplay) que deveria ser uma sátira e "Lady Dada's Nightmare" que se mostra um instrumental chato que não diz a que veio. Talvez o MGMT ainda leve um bom tempo para ser compreendido, isso se a banda ainda existir até lá.

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